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.o homem que plantava árvores (fim do Clique).



«O homem que plantava árvores.


Há cerca de quarenta anos, eu fazia uma longa viagem a pé em altitudes absolutamente desconhecidas dos turistas, nessa velha região dos Alpes que se estende para a Provença. Essa região é delimitada a sudeste e a sul pelo curso médio do rio Durance, entre Sisteron e Mirabeau; a norte pelo curso superior do Drôme, desde a nascente até Die; a oeste pelas planícies do condado Venaissin e os contrafortes do Mont-Ventoux. Ela compreende toda a parte norte do Departamento dos Baixos Alpes, o sul do Drome e um pequeno enclave do Vaucluse. A cerca de 1200 a 1300metros de altitude, era, na altura em que empreendi o meu longo passeio por esses desertos, constituída por charnecas nuas e monótonas onde só crescia alfazema selvagem. Eu atravessava essa região na sua maior largura e, depois de três dias de marcha, encontrava-me no meio de uma desolação sem igual. Acampava ao lado de um esqueleto de aldeia abandonada. Não tinha água desde a véspera e necessitava de a encontrar. Aquelas casas aglomeradas como um velho ninho de vespas, embora em ruínas, levaram-me a pensar que talvez lá tivesse havido em tempos uma fonte ou um poço. Havia de facto uma fonte, mas seca. As cinco ou seis casas sem tecto, roídas pelo vento e pela chuva, a pequena capela com o campanário desmoronado, estavam ordenadas como as casas e as capelas em todas as aldeias vivas, mas tinha desaparecido todo e qualquer sinal de vida. Era um belo dia de Junho cheio de sol mas, nessas terras desabrigadas perto do céu, o vento soprava com uma brutalidade insuportável. Os ruídos que fazia nas carcaças das casas pareciam os grunhidos de uma fera incomodada na sua refeição. Tive de levantar o acampamento. Ao fim de cinco horas de marcha não tinha ainda encontrado água e nada me dava esperanças de poder vir a encontrá-la. Por todo o lado a mesma secura, as mesmas plantas lenhosas. Pareceu-me descortinar ao longe uma pequena silhueta negra, de pé. Pensei tratar-se do tronco de uma árvore solitária. Fosse o que fosse; dirigi-me para ela. Era um pastor. Umas trinta ovelhas, deitadas sobre a terra escaldante, descansavam perto dele. Deu-me de beber e, um pouco mais tarde, conduziu-me ao seu redil que se situava numa ondulação do planalto. Ele extraía a sua água de um furo natural muito profundo, por cima do qual tinha instalado um engenho rudimentar. Esse homem falava pouco. É próprio das pessoas solitárias, mas parecia confiante e seguro de si. Era algo de insólito naquela região. Ele não vivia numa cabana mas numa verdadeira casa de pedra onde se via bem como o seu trabalho pessoal tinha recuperado a ruína que encontrara à sua chegada. O telhado era sólido e estanque. O vento, ao passar sobre as telhas, fazia o ruído do mar sobre as praias. Estava arrumada, a louça lavada, o chão varrido, a espingarda oleada; ao lume fervia uma panela de sopa. Reparei então que ele estava barbeado, que todos os seus botões estavam bem cosidos, que a sua roupa estava remendada com aquele cuidado minucioso que torna os remendos invisíveis. Fez-me partilhar a sua sopa e, quando lhe ofereci do meu tabaco, disse-me que não fumava. O seu cão, silencioso como ele, estava atento mas sem submissão. Imediatamente se tornou claro, por um acordo tácito, que eu passaria ali a noite. A aldeia mais próxima ficava a mais de um dia de caminho. E, além disso, eu conhecia perfeitamente o carácter das aldeias daquela região. Umas quatro ou cinco, dispersas pelos flancos das alturas, nas matas de carvalhos brancos, longe umas das outras, na extremidade de caminhos por onde possam passar carruagens. São habitadas por lenhadores que fazem carvão de madeira. São lugares onde se vive mal. As famílias, apertadas umas contra as outras nesse clima que é duma rudeza excessiva, tanto no Verão como no Inverno, fecham-se no seu egoísmo, numa ambição irracional, desejando continuamente escapar-se deste lugar. Os homens vão à vila levar o seu carvão em camiões e voltam. As mais sólidas qualidades ruem sob este perpétuo duche escocês. As mulheres acumulam rancores. Há concorrência em tudo, seja a venda do carvão seja o banco da igreja, as virtudes que se combatem entre si, os vícios que igualmente se combatem entre si e a mistura geral de vícios e virtudes, sem descanso. Sobre tudo isso, o vento irrita os nervos sem cessar. Há epidemias de suicídios e numerosos casos de loucuras, quase sempre mortíferas. O pastor que não fumava foi buscar um saquinho e despejou sobre a mesa um monte de bolotas. Pôs-se a examinar com muita atenção, uma após outra, separando as boas das más. Eu fumava o meu cachimbo. Ofereci-lhe ajuda. Disse-me que era assunto seu. De facto: vendo o cuidado com que trabalhava, não insisti. A nossa conversa reduziu-se a isso. Quando tinha do lado das boas bolotas um monte bastante grande, contou-as em grupos de dez. Ao fazer isso, eliminava ainda os frutos pequenos ou os que estavam ligeiramente fendidos, pois observava-os de muito perto. Quando, enfim, juntou diante de si cem bolotas perfeitas, parou e fomos dormir. O convívio com este homem dava uma grande paz. No dia seguinte pedi-lhe autorização para descansar o dia todo em sua casa. Ele considerou isso natural ou, mais exactamente, deu-me a impressão de que nada poderia incomodá-lo. Esse repouso não me era absolutamente necessário, mas eu estava intrigado e queria saber mais. Ele fez sair o rebanho e levou-o para a pastagem. Antes de partir, molhou num balde de água o pequeno saco onde tinha posto as bolotas cuidadosamente escolhidas e contadas. Reparei que na vez do cajado ele levava um varão de ferro grosso como o dedo polegar e com cerca de um metro e meio de comprimento. Fingi que passeava para descansar e segui um caminho paralelo ao seu. A pastagem dos seus animais ficava no fundo de um vale. Ele deixou o pequeno rebanho à guarda do cão e subiu em direcção ao local onde eu me encontrava. Tive medo que fosse para censurar a minha indiscrição, mas não, era o seu caminho e convidou-me a acompanhá-lo se não tinha nada de melhor para fazer. Ele ia a uns duzentos metros para cima. Chegado ao sítio onde queria, começou a espetar o varão de ferro na terra. Fazia assim um pequeno buraco no qual metia uma bolota, depois tapava o buraco de novo. Plantava carvalhos. Perguntei-lhe se a terra lhe pertencia. Respondeu que não. Sabia de quem era? Não. Supunha que era uma terra comunal ou talvez fosse de alguém que não se importava com ela. Ele não se preocupava nada por não conhecer os proprietários. Plantou assim as suas cem bolotas com um cuidado extremo. Depois da refeição do meio-dia, recomeçou a escolher as suas sementes. Devo ter insistido muito nas minhas perguntas, pois ele ia respondendo. Havia três anos que ele plantava árvores naquela solidão. Já tinha plantado cem mil. Dessas cem mil, vinte mil tinham nascido. Dessas vinte mil, contava perder metade por causa dos animais roedores ou de tudo o que é impossível prever nos desígnios da Providencia. Restavam dez mil carvalhos que iam crescer naquele local onde antes não havia nada. Nesse momento interroguei-me sobre a idade daquele homem. Tinha visivelmente mais de cinquenta anos. Cinquenta e cinco, disse ele. Chamava-se Elzéard Bouffier. Tinha tido uma quinta nas planícies e tinha aí realizado a sua vida. Tinha perdido o seu filho único e depois a sua mulher. Retirara-se então para a solidão onde lhe dava prazer viver lentamente com as suas ovelhas e o seu cão. Tinha julgado que aquela região morria por falta de árvores. Acrescentou que, não tendo ocupações muito importantes, tinha remediado esse estado de coisas. Nessa época, apesar da minha juventude, eu mesmo levava uma vida solitária, por isso sabia tocar com delicadeza as almas solitárias. No entanto cometi um erro. A minha juventude, precisamente, levava-me a imaginar o futuro em função de mim mesmo e duma certa procura da felicidade. Disse-lhe que dentro de trinta anos esses dez mil carvalhos estariam magníficos. Ele respondeu-me muito simplesmente que, se Deus lhe desse vida, em trinta anos ele teria semeado tantos mais que esses dez mil seriam uma gota de água no mar. Aliás ele já estudava a reprodução dos carvalhos e tinha junto da sua casa um viveiro de faias. Aquelas que ele tinha protegido dos seus animais por uma vedação estavam belíssimas. Pensava igualmente em bétulas para os fundos onde, disse ele, uma certa humidade dormia a alguns metros da superfície do solo. Separámo-nos no dia seguinte. No ano a seguir estalou a guerra de 14 na qual estive durante cinco anos. Um soldado de infantaria não podia reflectir sobre árvores. Para falar verdade, o assunto não me tinha verdadeiramente marcado. Tinha-o considerado como um “dada”, uma colecção de selos e tinha-o esquecido. Saído da guerra, encontrava-me com uma indemnização minúscula mas com grande desejo de respirar um pouco de ar puro. Foi sem qualquer outra ideia pré-concebida que retomei o caminho dessas regiões desertas. Nada tinha mudado. Contudo, para além da aldeia morta, vislumbrei ao longe uma espécie de nevoeiro cinzento que cobria as alturas como um tapete. Na véspera tinha recomeçado a pensar naquele pastor que plantava árvores. “Dez mil carvalhos ocupam de facto um grande espaço”, dizia eu para comigo. Tinha visto morrer muita gente durante cinco anos para não imaginar facilmente a morte de Elzéard Bouffier até porque, aos vinte anos, consideramos os homens de cinquenta anos uns velhos a quem já só resta morrer.Ele não tinha morrido. Estava mesmo muito vivo. Tinha mudado de profissão. Agora possuía apenas quatro ovelhas mas, em compensação, tinha uma centena de colmeias. Tinha-se desembaraçado dos animais que punham em perigo as plantações de árvores. Porque, disse-me ele (e eu própria constatei), nem tinha pensado na guerra. Tinha continuado imperturbavelmente a plantar. Os carvalhos de 1910 tinham agora dez anos e estavam mais altos do que eu e do que ele. O espectáculo era impressionante. Fiquei sem palavras e, como ele não falava, passámos todo o dia em silêncio a passear pela floresta. Esta tinha, em três troços, onze quilómetros na sua maior largura. Quando me lembrava que tudo tinha saído das suas mãos e da alma daquele homem, sem meios técnicos, compreendia que os homens poderiam ser tão eficazes como Deus em algo mais que a destruição. Ele tinha seguido a sua ideia e as faias que me chegavam aos ombros, espalhadas a perder de vista, eram disso o testemunho. Os carvalhos estavam vigorosos e tinham ultrapassado a idade em que estavam à mercê dos roedores; quanto aos desígnios da Providencia, para destruir a obra criada teria de recorrer aos ciclones. Ele mostrou-me admiráveis bosquezinhos de bétulas que datavam de há cinco anos, isto é, de 1915, da época em que eu combatia em Verdun. Tinha-as feito ocupar todos os vales onde ele suspeitava, com razão, que haveria humidade quase à flor da terra. Estavam tenras como adolescentes e muito decididas. A criação parecia, aliás, realizar-se em forma de carvalho. Ele não se preocupava com isso; prosseguia obstinadamente a sua tarefa, muito simplesMas ao descer de novo pela aldeia, vi correr água em ribeiros que, a crer na memória dos homens, sempre tinham estado secos. Foi a mais formidável operação de reacção que me foi dado presenciar. Esses ribeiros secos tinham levado água, em tempos muito antigos. Algumas das aldeias tristes de que falei no início deste relato tinham sido erigidas sobre a localização de antigas aldeias galo-romanas das quais ainda restavam traços e nas quais os arqueólogos tinham encontrado anzóis em sítios onde no século vinte tinha sido necessário recorrer a cisternas para obter um pouco de água. O vento também dispersava certos grãos. Ao mesmo tempo que reapareceu a água, reapareciam salgueiros, vimes, jardins, flores e uma certa alegria de viver. Mas a transformação operava-se tão lentamente que entrava nos hábitos sem provocar espanto. Os caçadores que subiam às alturas na perseguição de lebres ou de javalis, tinham na verdade constatado a população das pequenas árvores mas tinham-na atribuído aos caprichos naturais da terra. Por isso ninguém tocava na obra daquele homem. Se alguém suspeitasse, tê-lo-iam contrariado. Ele era insuspeito. Quem teria podido imaginar, nas aldeias e nas administrações, uma tal obstinação na mais magnífica generosidade. A partir de 1920 nunca fiquei mais de um ano sem visitar Elzéard Bouffier. Nunca o vi desfalecer nem hesitar. E no entanto, sabe Deus se o próprio Deus não desistiria. Não fiz as contas aos seus dissabores. Contudo imagina-se bem que, para um tal sucesso, deve ter sido necessário vencer a adversidade; que, para assegurar a vitória de uma tal paixão, deve ter sido necessário lutar com desespero. Ele tinha, durante um ano, plantado mais de dez mil árvores. Todas tinham morrido. No ano seguinte desistiu dos áceres para retomar as faias, as quais resultavam ainda melhor que os carvalhos. Para ter uma ideia mais ou menos exacta deste carácter excepcional, é preciso não esquecer que ele se exercia numa solidão total; tão total que, para o fim da sua vida, ele tinha perdido o hábito de falar. Ou será que não via necessidade? Em 1933 recebeu a visita de um guarda florestal deslumbrado. Este funcionário ordenou-lhe que não fizesse qualquer fogueira fora, com medo de pôr em perigo aquela floresta “natural”. Era a primeira vez, disse-lhe aquele homem ingénuo, que se via uma floresta crescer sozinha. Nessa época ele ia plantar faias a doze quilómetros da sua casa. Para evitar o trajecto de ida e volta, porque tinha então sessenta e cinco anos, tencionava construir uma cabana de pedra nos próprios locais de plantações. O que fez no ano que se seguiu. Em1935, uma verdadeira delegação administrativa foi examinar a “floresta natural”. Havia uma pessoa importante das Águas e Florestas, um deputado, técnicos. Decidiu-se fazer qualquer coisa e, felizmente não se fez nada, a não ser a única coisa útil: colocar a floresta sob a guarda do Estado e proibir que lá se fosse fazer carvão. Pois era impossível não ficar subjugado pela beleza daquelas jovens árvores em plena saúde. E ela exerceu o seu poder de sedução sobre o próprio deputado. Eu tinha um amigo entre os chefes florestais da delegação. Expliquei-lhe o mistério. Um dia da semana seguinte fomos ambos à procura de Élzeard Bouffier. Encontrámo-lo em pleno trabalho a vinte quilómetros do local onde tinha sido feita a inspecção. Não era por acaso que o chefe florestal era meu amigo. Ele conhecia o valor das coisas. Soube ficar silencioso. Ofereci uns poucos de ovos que tinha trazido como presente. Partilhámos o nosso farnel e passámos algumas horas na contemplação muda da paisagem. O lado donde nós vínhamos estava coberto de árvores de seis a sete metros de altura. Eu lembrava-me do aspecto da região em 1913, o deserto. O trabalho calmo e regular, o ar vivo da altitude, a frugalidade e, sobretudo, a serenidade da alma, haviam dado àquele velho uma saúde quase solene. Era um atleta de Deus. Eu perguntava-me quantos hectares iria ele ainda cobrir de árvores. Antes de partir, o meu amigo fez apenas uma breve sugestão acerca de certas espécies às quais o terreno dali parecia ser favorável. Mas não insistiu. “ Pela simples razão”, disse-me depois, que, “ aquele homem sabe mais disso do que eu”. Depois de uma hora de marcha, tendo a ideia prosseguido no seu pensamento, acrescentou: “ Sabe muito mais disso do que toda a gente. Encontrou uma óptima maneira de ser feliz!” Foi graças a esse chefe que, não somente a floresta, mas a felicidade daquele homem foram protegidas. Nomeou três guardas florestais para essa protecção e amedrontou-os de tal maneira que ficaram insensíveis a qualquer “luvas” que os carvoeiros pudessem propor-lhes. A obra só correu um risco grave em 1939. Os automóveis moviam-se a gasogénio, a madeira nunca era suficiente. Começaram a fazer cortes nos carvalhos de 1910, mas esses sítios são tão afastados das estradas que o empreendimento se revelou muito mau do ponto de vista financeiro e foi abandonado. O pastor não tinha visto nada. Estava a trinta quilómetros, continuando calmamente o seu labor, ignorando a guerra de 39 como tinha ignorado a de 14. Vi Elzéard Bouffier pela última vez em 1945. Tinha então oitenta e sete anos. Eu tinha retomado a rota do deserto mas agora, apesar da decadência em que a guerra tinha deixado o país, havia um autocarro que fazia serviço entre o vale da Durande e a montanha. Atribuí a esse meio de transporte relativamente rápido o facto de não estar a reconhecer os lugares dos meus primeiros passeios. Parecia-me também que o itinerário me fazia passar por sítios novos. Precisei do nome duma aldeia para concluir que estava mesmo nessa região dantes em ruína e desolação. O carro deixou-me em Vergons. Em 1913 esta aldeola de dez a dose casas tinha três habitantes. Eram selvagens, detestavam-se, viviam da caça por armadilhas; mais ou menos no estado físico e mental dos homens da pré-história. As urtigas devoravam as casas abandonadas. A sua condição era sem esperança. Para eles tratava-se apenas de esperar a morte: situação que não predispõe nada para a prática das virtudes. Tudo estava mudado. Até o ar. No lugar das borrascas secas e brutais que dantes me tinham acolhido, soprava uma brisa suave carregada de odores. Um ruído semelhante ao da água vinha das alturas: era o do vento passando nas florestas. Enfim, o maior espanto foi ouvir o verdadeiro som da água correndo para um tanque. Vi que tinham feito uma fonte, que a água era abundante e, o que mais me tocou, tinham plantado ao pé uma tília que podia ter já uns quatro anos, já grossa, símbolo incontestável duma ressurreição. Além disso Vergons mostrava traços de um trabalho só possível com uma base de esperança. A esperança tinha portanto regressado. Tinham sido desentulhadas as ruínas, demolidos os muros deteriorados e reconstruídas cinco casas. O lugarejo tinha vinte e oito habitantes, dos quais quatro jovens casais. As casas novas, rebocadas de fresco, estavam rodeadas de hortas onde cresciam, misturados mas alinhados, legumes e flores, couves e roseiras, peras e bocas de lobo, aipos e anémonas. Era um lugar onde se desejaria viver. A partir daí fiz o meu caminho a pé. A guerra donde mal tínhamos saído não tinha permitido o desenvolvimento completo da vida, mas Lázaro estava fora do túmulo. Nos flancos aplanados da montanha, eu via pequenos campos de cevada e centeio; no fundo dos vales estreitos, verdejavam alguns prados. Tinham bastado os oito anos que nos separavam dessa época para que toda a região resplandecesse de saúde e abundância. No lugar das ruínas que eu tinha visto em 1913 elevavam-se agora quintas limpas, rebocadas, denotando uma vida feliz e confortável. As velhas fontes alimentadas pelas chuvas e pelas neves que as florestas retêm, recomeçaram a correr. Canalizaram as águas. Ao lado de cada quinta, nos bosquezinhos de aceres, os tanques das fontes transbordam sobre tapetes de hortelã fresca. As aldeias reconstruíram-se pouco a pouco. Uma população vinda das planícies onde a terra se vende cara, fixara-se na região trazendo juventude, movimento espírito de aventura. Encontravam-se pelos caminhos homens e mulheres bem alimentados, rapazes e raparigas com o gosto de rir e das festas populares. Se contarmos com a população antiga, irreconhecível depois que viviam com doçura, e os novos chegados, mais de dez mil pessoas deviam a sua felicidade a Elzéard Bouffier. Quando penso que um homem sozinho, reduzido aos seus simples recursos físicos e morais, bastou para fazer surgir do deserto esta terra prometida, penso também que, apesar de tudo, a condição humana é admirável. Mas quando considero a grandeza de alma e a generosidade necessárias para obter este resultado, sinto um imenso respeito por esse velho camponês sem cultura que soube realizar obra digna de Deus.
Elzéard Bouffier morreu serenamente em 1947 no hospício de Banon.

Fim.»
- Jean Giono, 1953, "The Man Who Planted Trees (French title L'homme qui plantait des arbres)".

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.recordações de um verão passado.

O fim de uma aventura de 2 anos de aulas, em 2007, levou um punhado de alunos a um cenário quase perfeito para uma narrativa de praia, divertimento e aventura.
A partida da esl, com uma chuva atípica para o mês de Julho, não esmoreceu a ânsia de chegar, montar as tendas, e mergulhar, quase que de imediato, na praia que parecia esperar por nós.
Quando a noite se punha, as investidas na Mata do Camarido adquiriam um tom divertidamente fantasmagórico que deliciavam quem assistia. Enfim, quem já acampou sabe do que eu falo... Sabe que existem coisas inarráveis e, acima de tudo, um espírito de entre-ajuda campista que torna um simples pedido de ajuda no início de uma amizade...

Campismo - 2007
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.que políticas para uma sociedade em evolução.


«JUNHO DE 2009. A data podia muito bem ser o título de um filme de ficção científica. Senão vejamos...
Apesar de fazer parte da geração anterior, tenho o privilegio de lidar diariamente com jovens que são o reflexo da actualidade e da sociedade de um futuro próximo. Muitas vezes deparo-me com situações que me obrigam a reflectir e a ponderar os meus actos como professora e como mãe.
São jovens virados para as tecnologias, com uma intuição inacta e uma disponibilidade total para a esfera virtual. São jovens com uma necessidade emergente de fazer parte de redes sociais (hi5, twitter, facebook, blogs, etc.) e de partilharem as suas vivências e gostos com o mundo, querem absorver todas as amizades disponíveis e coleccionar amigos virtuais e comentários que lhes permitam reforçar a sua auto--estima e estruturar a sua personalidade, criam assim novos códigos de linguagem e de expressão. Esta relação entre o ser humano e a máquina está a tomar proporções gigantescas. Faz-me lembrar um filme que vi há uns anos chamado "eXistenZ" de David Cronenberg; os protagonistas viviam as suas vidas divididos entre o real e o virtual. Estavam sempre acompanhados por um dispositivo e, volta e meia, ligavam--no ao seu próprio corpo através de uma entrada (do género pen USB) que ficava conectada nas costas e que os levava para diferentes cenários virtuais e assim jogavam... Eram dependentes daquele ritual e pareciam zombies quando eram desconectados... Será que é isso que se está a passar com os nossos jovens? Estarão a ficar dependentes das tecnologias? Como encontrar o equilíbrio na utilização das tecnologias de comunicação e tirar o maior partido possível, sem ficarem absorvidos no vazio?
Há poucos anos atrás falava-se da aldeia global em que o nosso mundo se iria tomar ao utilizar as tecnologias de comunicação. Uma teia gigante que iria ligar a humanidade através de uma rede virtual. Toda a informação disponível com uma simples pesquisa, uma biblioteca infinita e disponível para todos. A informação já não era só para classes priveligiadas, mas sim acessível a todos. Este, na minha opinião, foi o primeiro passo para esta nova sociedade. O conhecimento partilhado por todos e para todos...
Começavam também a ganhar destaque na blogosfera, os primeiros chats, com salas de conversa que desinibiam o ser mais introvertido. Estava-se longe de imaginar a repercussão das redes sociais e os efeitos positivos ou nefastos que viriam a causar... O segundo passo para a sociedade emergente. Os relacionamentos ganham outra relevância, quando se desenvolvem num espaço virtual. Quantas histórias já ouvimos de grandes paixões que despoletaram através da internet, muitas vezes ultrapassando barreiras de idades, distâncias, raças e etnias, estratos sociais... Perante estas realidades, qual a melhor política para lidar com estes jovens? Parece-me que tudo se está transformar depressa demais, as escolas estão obsoletas (apesar de todos os projectos e planos de desenvolvimento para incluírem as tecnologias de informação); o conhecimento dos professores está ultrapassado (apesar de todas as acções de formação sobre "Como utilizar as TIC na sala de aula?"), a grande maioria não consegue acompanhar os jovens desta sociedade. Como poderemos construir o conhecimento se não sabemos com quem estamos a lidar? Como os podemos conhecer se não aceitamos que a realidade é outra? Eles são fruto de muita informação latente, agem como resposta a este "tempo-não-tempo" em que o tempo não chega; são muitas vezes apelidados de hiperactivos mas não passam de seres com outra energia, com outras necessidades. O que temos já não os satisfaz!
Como podemos aproveitar estas apetências para os tomar mais conscientes do processo de ensino e aprendizagem?
A banalização do pc (personal computer) é um grande passo... "talvez maior do que as nossas pernas". A minha filha, de cinco anos e meio, está contente e ansiosa por ir para a escola primária, não só porque vai aprender coisas novas, mas também, e principalmente, porque vai ter o "Magalhães".
Todas estas questões não podem ser esquecidas, nem ignoradas... São vitais no processo de construção de políticas que visem a educação dos nossos jovens e na preparação dos nossos professores; peças cruciais neste jogo que mais parece virtual...»

Professora Cláudia Ormonde - Sem/100 Palavras nº8 ano VIII
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.espanta-espíritos.

O espanta-espíritos, segundo o dicionário, é um objecto com um conjunto de sinos de vento, sinos da felicidade, mensageiros do vento. Sábia definição de um objecto que à partida, a nada mais se resume do que a uns pedaços de madeira, plástico e metal sem sentido. Felizmente, tal como em muitas outras coisas na vida, aquelas peças aleatórias ganham vida e soboreiam o som do vento desde que funcionem em conjunto.
Nesta actividade, da disciplina de Área de Expressões, foram elaborados 5 belos espanta-espíritos que foram colocados nas árvores junto ao acampamento da colónia.

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.à beira do lago dos encantos.

Numa superior dramatização de uma obra de Maria Alberta Menéres, «À beira do lago dos encantos», alunos e professores do curso EFA B3, subiram ao palco da esl, em jeito de final de ano, divertindo e surpreendendo todos os que aplaudiram tal actuação.



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.summer party.

«No próximo dia 2 de Julho (5ºfeira), pelas 8horas… tragam os vossos calções e chinelos de praia e venham divertir-se com a nossa espectacular “School Band”... Contamos com a vossa presença!!!!».


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.apontamentos culinários.

À boa maneira portuguesa e num acampamento que se preze, a febra assada é sempre promovida a rainha dos almoços e jantares que nunca têm horas marcadas. Nestes momentos de festa e fartura, o homem da grelha adquire um respeito invejável. É ele quem assa, manda e decide que está na hora de ir comer.
Como em qualquer preparação culinária, a azáfama é muita. À volta dela pululam várias espécies de seres: os denominados ultra-voluntariosos, que tudo querem fazer e controlar, aqueles que tal como os pássaros, petiscam e fogem para longe, não vá alguém lembrar-se de lhes dar uma tarefa e ainda aqueles que se queixam que têm fome, como se fossem os únicos...



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.actividades na colónia.

A essência de uma colónia de mini-férias reside nas actividades que nela se realizam. Foi nesta perspectiva que os professores organizadores, promoveram esta simulação de uma actividade pré-estival, tão frequente nos nossos jardins de infância.
O primeiro grupo a apresentar as suas actividades, logo no primeiro dia, primou pela eficaz simplicidade de três situações, qual delas a mais hilariante…

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.reportagem especial.

Dois reporteres da esl foram, no final de um dia de aulas, para os jardins da esl perceber o grau de civismo dos alunos da nossa escola. Constataram que infelizmente, para alguns alunos, o simples gesto de deitar o lixo no seu devido lugar, o contentor ou a papeleira, é algo perfeitamente estranho e nada usual.


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.colónia de mini-férias.

O 10J foi acampar, diz-se! Contudo, acampar, é uma forma demasiadamente simples e redutora de definir tudo o que se passou naqueles três dias de ocupação de um pedaço de terreno, à sombra de uns plátanos, no Parque de Campismo da Mata do Camarido em Caminha. O cenário, tirado de um postal, serviu para a promoção de uma série de actividades devidamente orientadas pela equipa de professores acompanhantes. Da Animação Sociocultural, passando pela Psicologia, Comunidade e Intervenção Social, Educação Física e acabando na Expressões Plásticas e Dramáticas, foram muitos os saberes trabalhados durante aquele tempo intensamente ocupado.
A turma, devidamente dividida em grupos, tratou de tudo, ou quase tudo... Da cozinha à promoção de actividades, que visavam simular uma verdadeira colónia de férias com crianças de um infantário ou de uma escola primária, de tudo houve um pouco: febra assada, espetadas, corridas de sacos, o "arranca cebolinhas", teatro ao luar, (des)orientação nocturna na mata, enfim... um balanço positivo. Claro está que no meio deste acampamento quase hippie com uns fantásticos espanta-espíritos a assinalar a chegada da brisa fresca do mar, uns quantos, mais pareciam estar do lado de lá, isto é, pertencerem a uma das tais escolas primárias com as quais estes futuros técnicos de apoio psicossocial / animação sociocultural um dia terão de lidar. Fica o registo.

Colónia de mini-férias
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.mensagens ao vento 2006.

A edição de Mensagens ao Vento de 2006, ultrapassou fronteiras e levou-nos até França. Sim, é verdade. Os balões largados naquela manhã do dia 31 de Março, empurrados por um vento de Sudoeste, ultrapassaram os Pirenéus e foram cair no Sul da França onde, o pequeno Florien, aluno de um infantário, os encontrou. Junto com os balões, estava a mensagem ao vento da Sara (que naquele ano lectivo pertencia ao 7ºA), que agora estuda noutras paragens. Através dela, as educadoras de infância do Florien, contactaram a nossa escola muito surpreendidas com o feito. A recordar.







Mensagens ao Vento 2006



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.recordações...

Seguindo a sugestão de alguns blogonautas em posts anteriores, o Clique resolveu criar um dedicado à manifestação de agradecimentos, comentários, relatos de episódios, recordações, "sei lá"... dos melhores momentos destes últimos anos. Contribuam, partilhem e alguém vai ficar feliz!


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.partilhas do Clique.

Os exames estão à porta, toda a gente sabe... Por isso o Clique resolveu criar uma pasta virtual de partilha de ficheiros para o estudo. Cada um de nós pode pôr e acrescentar ficheiros que terão de ser devidamente identificados da seguinte forma: ano - disciplina - autor / pesquisador (ex: 10ºano - geografia - pedro alves).
Na coluna da direita do Clique está um link directo para aceder a essa pasta. Contudo, apenas os utilizadores registados poderão acrescentar e / ou modificar documentos. Assim, aqueles que o quiserem fazer, basta enviar uma mensagem com o email de registo para o email do Clique ou, simplesmente, deixar um comentário neste post com o email associado para o registo. Bom estudo, partilhas e cliques.
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.a porta do terror.

A propósito de uma auto-avaliação de final de ano algo diferente, as aprendizas de feiticeiro do Raiz Quadrada, resolveram registar os momentos da nunca outrora filmada, fantástica e muito tenebrosa: "Porta do Terror da Aula de Auto-Avaliação a Geografia". O resultado é, no mínimo, hilariante e "O" mestre acha que encontrou alguém para colaborar no seguimento do Clique. Vejam.

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.obrigado professora Carla!

Nesta altura do ano, em que tudo caminha para a despedida, a School Band resolveu agradecer à professora Carla Otero pela oportunidade de fazer parte de um conjunto singular. Foi feito o registo de todos menos do Vítor (por ser difícil de encontrar), mas ficam aqui as palavras dele: «Obrigado por tudo Stôra, beijinhos».


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.cliquesuperblogue: resultados finais.

O grande vencedor desta primeira edição do CliqueSuperBlogue foi o dinâmico projecto - Raiz Quadrada…, do 11ºE. Há muito que se adivinhava este desfecho, tal era a diferença para a concorrência que, a certa altura, nem chegava a existir! Mais do que a evidente qualidade e frequência dos posts, a palavra que define este blogue é: acreditar. Acreditar que todos juntos, como uma verdadeira turma, as coisas funcionam e avançam. Afinal, não é assim que o Homem deve viver em sociedade? Por isso meninas, que no fundo foram os grandes Cérebros do blogue, continuem porque inspiram muita gente, e a mim também. Apostem naquela vertente multimédia divertidissíma que vocês sabem fazer e vão longe.
Em 2º lugar ficou o projecto - Não há Pai… do 11ºF, que começou bem e agoniou no fim afundando-se num imenso oceano de possibilidades, juntamente com o seu corajoso comandante, o Carlos (com o Vítor por perto). Como em todos os barcos a afundar, e este era muito grande, os "ratos" são os primeiros a fugir. Não necessito de dizer mais nada. Em 3º lugar ficou, ou melhor, ficaram os projectos - Bclub26, 8ºB e Sopa de Descobertas, do 8ºA. Estes dois projectos desmotivaram-se muito com os resultados intermédios mas, com a experiência acumulada, é de acreditar num desempenho óptimo numa futura edição. Resta dizer, em nome do Clique, que são vocês quem mais interessa nisto tudo. É pelos alunos que me lembrei de promover este concurso e, pelas possibilidades de com ele apreenderam mais do que nós, professores, por vezes sabemos. A todos muito obrigado e até uma próxima edição.

PS: Ah! Importante, o prémio... Para a equipa vencedora (e para os que realmente trabalharam no Blogue, conto com a vossa sinceridade e sensatez...) o Clique promove e paga, sem abusos, um Almoço Convívio no Pablo, ou similar, com sobremesa e tudo! A todos os participantes, vão ser atribuidos, até ao final do ano lectivo, pequenas lembranças de participação.


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.as estórias mais ou menos rurais do oitavo A.

Em jeito de final de ano, e com boa disposição à mistura, a turma A do oitavo ano, apelou aos seus dotes altamente dramáticos, e representou algumas estórias perdidas no imaginário português. Estas estórias surgiram no âmbito do programa de Geografia para o oitavo ano de escolaridade, e os resultados são deveras surpreendentes. Ficamos, por exemplo, todos a saber que existe (ou existiu) um grupo de imigrantes chineses, em pleno Alentejo, a querer plantar arroz, que é uma prática agrícola totalmente contrária ao clima e hidrografia daquela região. Soubemos também que a chantagem é a melhor maneira de convencer um certo pai a vender a sua propriedade, transformando-a num espaço comercial... enfim!

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.a fabulosa Tatiana.

Quando uma voz como a da Tatiana sobe ao palco, todo o resto é menor. Atentem na sua actuação, que faz corar muitos dos supostos artistas que vão vagueando por esse país fora, e digam-me se não nasceu uma estrela.

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.cerimónia da tomada de posse do Director da esl.

No seu primeiro discurso, como Director da esl, o Professor Armindo Coelho destacou a essência do ensino, os alunos: "- A Escola existe porque há alunos, eles são a mola do sistema. Sem alunos, nós, enquanto organização, não funcionaríamos". Conferiu também um agradecimento ao pessoal não docente, aos antigos professores e uma aplaudida palavra de apreço à equipa que o acompanha que, segundo o próprio: “- Sem ela nada faria”.


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.tomada de posse do Director da esl - Prof. Armindo Coelho.

O novo Director da Escola Secundária da Lixa, o Professor Armindo Coelho, tomou posse no passado dia 28 de Maio, numa cerimónia realizada no polivalente da escola. A simplicidade marcou toda a cerimónia, que foi pautada pela actuação da recém-criada School Band da escola.

Tomada de posse do Director da esl - Prof. Armindo Coelho
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.fotoclique da semana

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.esl - outubro de 2008.